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Audiência Pública discute poluição visual A questão da poluição visual foi colocada em discussão em Audiência Pública, na noite da última quarta-feira (23/06). O debate, promovido pelo deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), foi realizado na faculdade Unicesp, no Guará.
Estiveram presentes os Administradores Regionais de Águas Claras - Ataíde Passos da Hora, da Candangolândia - Vanusa Hermeto, a diretora da Associação Comercial do Distrito Federal (AC-DF) - Danielle Moreira, o presidente da Associação dos Profissionais de Comunicação Visual - Samuel Teles Valentim, o coordenador do curso de Gestão Ambiental do Unicesp - Bernardo Verano, o diretor de atividades econômicas da AGEFIS - José Carlos Bezerra, o radialista Luciano Lima, alunos e a comunidade.
De acordo com o distrital Raimundo Ribeiro, ao solicitar junto à Câmara Legislativa uma Audiência Pública para que fosse discutida a questão da poluição visual na cidade , ele recebeu o apoio dos moradores, e de pessoas interessadas em solucionar o problema da poluição visual.
“Essa questão há muito tempo é levantada, mas ninguém nunca procurou uma solução para o problema, e agora com essa Audiência Pública damos início a uma nova etapa na busca do entendimento”, explicou o tucano.
O radialista Luciano Lima, um dos idealizadores do movimento “Brasília legal é sem poluição visual”, fala que esse debate começou em 2008 e somente com a Audiência Pública foi possível ter uma conversa mais profunda sobre o tema.
“Há dois anos tentamos encontrar uma solução e este momento é só o primeiro encontro, outros virão e novas idéias vão surgir, para que haja um entendimento”, disse Luciano.
Danielle Moreira, presidente da ACDF, declarou que, como representante do setor comercial do DF, não acredita que uma faixa, por exemplo, atrai mais clientes, a não ser que seja uma oferta muito mais vantajosa do que a de mercado. De acordo com ela, quando constatado algum problema relacionado à poluição visual, procura orientar e advertir os comerciantes, e que há 15 anos não existiam tantos anúncios. Ela argumentou, ainda, não acreditar que uma faixa sirva para ganhar mais clientes, com tantos meios de comunicação à disposição como existem hoje.
O diretor de atividades econômicas da AGEFIS, José Carlos Bezerra, explica que a entidade fiscaliza, mas é impossível combater alguns entraves vitais para a manutenção da limpeza visual da cidade.
“Quando os fiscais chegam, alguns empresários apresentam liminar que impede a retirada de fronts ou de outdoor e, no caso das faixas é mais difícil ainda, pois é algo que se coloca e se retira em cinco minutos”, explicou o diretor.
O presidente da Associação dos Profissionais de Comunicação Visual, Samuel Teles Valentim, explicou que quando alguém faz uma faixa é porque não tem condições de anunciar em meios de comunicação mais abrangentes. “Nossa intenção não é poluir, mas não é justo que alguns anunciem e aqueles que só podem fazer uma faixa fiquem fora”, explicou ele se referindo à Lei 30/35 e 30/36 de 2002, que proíbe propagandas em todas as áreas do Distrito Federal.
Samuel agradeceu a oportunidade pois, segundo ele, nunca foi dado espaço para que a categoria se defendesse das acusações de poluição visual. E completou, pedindo que seja discutida uma solução, principalmente para as faixas.
Os Administradores Regionais, tanto de Águas Claras, quanto da Candangolândia, disseram que mantêm uma fiscalização regular em suas cidades. Já o coordenador do curso de Gestão Ambiental do Unicesp, Bernardo Verano, explicou que a poluição visual pode acarretar uma série de problemas ambientais, urbanos e inclusive de saúde.
Ao final, o deputado distrital Raimundo Ribeiro disse que mais reuniões sobre o tema serão marcadas, com a finalidade de se encontrar uma solução para a questão.
“É muito importante que voltemos a conversar, pois eu entendo que o dialogo é a melhor forma de encontrar uma saída para os problemas”, concluiu Raimundo Ribeiro. |